Perspectiva do Setor

O Grande Debate sobre o Papel Higiênico Chegou ao Fim

Por Sergio Perez 2 min de leitura

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Algumas perguntas desafiam a humanidade há gerações.

Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

Cachorro-quente é sanduíche?

E, talvez o mais importante, o papel higiênico deve ficar pendurado por cima do rolo—ou por baixo dele?

Tudo bem, talvez a última pergunta não tenha recebido exatamente o mesmo nível de reflexão filosófica. Mas, no setor de conservação de instalações, ela tem despertado mais opiniões do que você imagina.

Uma das coisas que me incomodam há mais tempo não tem nada a ver com equipes, orçamentos ou especificações de serviços. É entrar em um banheiro e encontrar o papel higiênico instalado com a ponta solta pendurada atrás do rolo.

Sempre acreditei que o papel deveria sair por cima. O visual fica mais limpo, é mais fácil alcançá-lo e, esteticamente, a disposição simplesmente parece mais intencional.

Sempre que possível, é assim que tenho treinado os funcionários para instalá-lo.

Por anos, porém, tive de aceitar que essa era apenas a minha preferência.

Então descobri a patente.

Em 22 de dezembro de 1891, Seth Wheeler, de Albany, Nova York, recebeu a patente dos EUA nº 465,588 por um rolo de papel higiênico aperfeiçoado. A patente se concentrava na maneira como as folhas individuais eram cortadas e conectadas para que pudessem ser separadas com mais facilidade.

Mas observe atentamente a Figura 1 do desenho oficial da patente.

O papel fica pendurado por cima.

Não por baixo.

Por cima.

Agora, para ser totalmente preciso, a patente não declara especificamente que pendurar o papel por baixo é proibido. Não existe uma divisão federal de fiscalização do papel higiênico—pelo menos não que eu saiba.

Ainda assim, o inventor o colocou por cima no desenho oficial apresentado com sua patente. No tribunal das opiniões sobre banheiros, acredito que isso se qualifica como a Prova A.

Os hotéis parecem concordar. Um banheiro de hotel devidamente preparado costuma ter o papel pendurado por cima do rolo, às vezes finalizado com aquela conhecida dobra triangular. É um detalhe muito pequeno, mas cria uma aparência de limpeza, organização e serviço concluído.

É isso também que torna esse pequeno e divertido debate relevante para a conservação de instalações.

Os detalhes em que as pessoas raramente pensam costumam ser os mesmos que comunicam se um espaço recebeu os devidos cuidados. Uma cadeira no lugar, uma lixeira alinhada, um acessório polido—ou até mesmo a direção de um rolo de papel higiênico—podem sinalizar sutilmente cuidado e atenção.

Então, depois de mais de um século de incerteza, sinto-me à vontade para anunciar que a questão está resolvida.

O papel higiênico fica por cima.

Quem prefere deixá-lo por baixo está, é claro, livre para continuar fazendo isso.

Apenas entenda que as evidências históricas não estão do seu lado.

—Sergio Perez | Total Facility Solutions, Inc.

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